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Diário de uma Ninfómana Portuguesa

Um topless afirmativo

Hoje é o meu último dia aqui com a Juliana ... caminhamos na praia ... mergulhámos no mar .. rimo-nos como crianças .... ocorreu-me pensar que há coisas que não duram sempre ...

E outras até que duram são arriscadas ... ela trabalha comigo ... às minhas ordens ... somos mais no escritório ... ela também tem os sonhos dela ... de miúda mulher ..


Eu amo, melhor passei a amar .... mas sem desejo de querer .... sem me comprometer ... e bem visto sem estar magoada ...

Passámos a tarde na praia, admirava-lhe os seios jovens espetados ... um topless afirmativo ... beber naqueles mamilos chupá-los foi-me e fui-me permitido

Temos de ter um senão

Depois de uma noite de amor, perguntei-lhe sobre o namorado, como ele era ... surpreendeu-me a resposta ... nós mulheres a dada altura somos como que obrigadas a ter um ...

Ri-me de tão singela verdade ... um desabafo filosófico foi o que me ocorreu .... temos de ter um porque senão somos vistas .... analisadas .... sujeitas a uma forma de piedade .... coitadinha .....


Passo-lhe as mãos pelos pelos acastanhados da vagina .... sinto o corpo dela morno encostado ao meu ... quando me respondeu .... dei-lhe um beijo na boca ... como te compreendo ...

Terás de deixar passar o tempo ... para que se esqueçam de ti ... foi isto que lhe disse .... beijava-lhe o umbigo ... sorrindo para os seus olhos doces ....

Estou louca por ela não sei como

Estou cá em baixo, um saltinho a Vilamoura, quero sol, mas não estou muito com desejos de areia, mais bar, piscina, uns drinks e muita cama, trouxe comigo a Juliana, foi vontade dela, disse ao namorado ... (todas estas miúdas têm um) ... que eu andava ... triste? ... que me sentia sozinha ...

Que me vinha fazer alguma companhia ... alugámos um quarto juntas ... só alguns dias ...


E só nós ... sem tempo para homens ... talvez .. como for ... beijei-lhe os seios ... os mamilos tesos .. a minha língua pousou nela como uma pena ... molhada 

Nada como emissários de cornudos

Não sei como, mas o Tomás, meu quase ex, soube das minhas férias intermitentes, um vaivém este ano, tudo por causa da separação, o divórcio nunca mais chega, e é tudo por causa dele, podíamos ter sido consensuais, cada um para seu lado ..

Acho que insiste em guerra .... talvez desespero e pense que é uma forma de eu voltar ... não volto ..


Não me subjuga, ele sabe, e quer um conflito judicial, pensei que podíamos ficar amigos, encornou-me com uma boazuda, penso agora, se calhar foi meu pretexto para uma nova vida ... será que ele sente isso ...espero que sim ..

Será por isso que anda tão irritado, ligou-me, chamou-me puta, que desde que "descasei" fodo com todos ... quer ver que o amigo dele, o Luís, lhe foi dizer, que isso de ser emissário de cornudos é sempre bom ...

Tenho que ligar ao Luís ... para me visitar novamente .. afinal não foi tão mau como isso ...

Estou em casa amor

Não me apeteceu passar no escritório, pedi à Juliana que passasse cá por casa, bem sei que não é normal numa estagiária, mas eu senti-a, que queria estar comigo assim mais intima, falávamos de trabalho e logo logo confidenciávamos o que tínhamos feito as duas, e por onde tinha andado...

Ela apareceu e recebia-se com pouca roupa que o calor apertava, uns shorts curtos e uma blusinha, sentámo-nos na varanda, batia-nos na face uma leve brisa, contou-mo o que se tinha passado, as fofocas todas que havia, os segredos mais bem guardados ... mas que bela informadora ...


Galei-lhe as pernas, que mostrava na sainha curta, as maminhas empinadas que eu tanto desejava, falávamos perto ... riamos ... e a dado  momento procurou a minha boca ... tão natural tão certa ... beijei-a longamente ... tocamos a língua ... não esperava amor porque não era amor o que sentia ... desejo e luxúria ... na vontade dela ...

Adeus Roma até ao meu regresso

Regressei a Roma hoje e custou-me despedir do Filippo, sinto-me uma mulher bem fodida, mas há que continuar, depois de uns dias a pensar no nada, a deixar o meu corpo levar-se sozinho, a deixar-se comandar pelos sentidos .... sem razão alguma .. regresso a casa ...

Bloqueei os contactos todos, até acho isso inspirador, nos dias que correm as palavras não valem nada, só os atos mostram quem somos ... e a necessidade de nos libertarmos ... dos outros ...


Passarei pelo escritório ... irei estar com a Juliana ... a minha estagiária e a única pessoa em que pensei ... logo logo voarei à procura de outro pouso ... onde possa descansar ... quem sabe ... procurar e encontrar o meu eu ..

Ainda  não tenho destino ... concreto digo ... mas sei o que quero .. um sitio quente e desinibido .... onde não precise de representar ninguém ...


Amor ao sol na ilha de Ponza

O Filippo tem-se ocupado tanto de mim, tem sido tão querido aqui nesta ilha de Ponza, que pela primeira vez de algum tempo para cá pensei num homem como não sendo meu escravo..

Imaginei-me eu escrava dele, que me dominasse, que me torturasse de amor e foda... que me fizesse sofrer.. e de tão bem fornecido que está, com tantas ferramentas e habilidades, posso dizer que tem conseguido...


Acompanha-me à rua e ao jardim, ao bar e ao restaurante, anda sempre mais atrás, como se fosse o meu fiel escudeiro, mas no quarto, pedi-lhe, Felippo aqui é você que manda ...

Atou-me, bateu-me, nas nádegas em gesto doce, espetou-me toda toda a noite, para ele, no momento único que lhe dei, para além de mim não havia mais nada ...

Viajando ao sabor da corrente

Aluguei um carro e com motorista, tenho sorte com motoristas, depois de três dias em Roma, precisa de mar, de mergulhar em água fresca, de beber vinho branco a ver o pôr do sol, sai-me na rifa um Filippo, um italianinho bonito ... 

Devia de ser novo nisto, disse-lhe que estava por minha conta, lembrei-me do meu taxista, não largava as minhas pernas, acho que achava estranho um mulher sozinha ...


Pedi-lhe que me levasse a Anzio, e dali já com tudo acertado iria para Ponza, um fim de semana para foder ...

Fui conhecendo o meu motorista, perguntei-lhe vem comigo, fazes-me companhia, que melhor para um mulher como eu do que um menino para educar ....

Os efeitos do acaso ..será mesmo?

Deambulei hoje por uma feira de livros usados, a estranheza que me ocorre é a de no meio de livros italianos e de muitas outras línguas, encontrar uma pérola perdida em língua portuguesa, uma tradução de "a arte de prolongar a mocidade e a vida", de um tal doutor A. Lorand, médico em Carlsbad, um livro de 1933.

Achei curioso o facto de estar ali solitário aquele conjunto de estudos e pensamentos, como se estivessem à minha espera, tão dramático e tão trágico ...


Sentei-me num pequeno muro a ler o começo do capitulo "Higiene do Espírito", "Tivemos uma vez ocasião de conhecer, na ilha de Capri, um individuo com oitenta anos que, apesar da sua idade avançada, trabalhava como um jovem. Como lhe perguntássemos por que razão era ainda tão robusto na sua idade respondeu: "é que estou sempre alegre".

...eu não estou nada ... ou melhor estou alegre por ter encontrado este livro...

Ménage-à-trois em noite de tédio

Conheci a Moira e o marido Herbert no bar do hotel, começava a achar que o tempo se fazia indiferente ao meu sentir, como se tivesse todas as oportunidades do mundo, que podia esperar porque a minha beleza não tinha prazo de validade ...

Eu sei que tem, e tenho também tédio de ser só eu, e eles foram uma fantástica companhia, estimulante mental, física e sexualmente..


Estão na minha faixa, de idade e de existência, quebraram foi os preconceitos, tornaram-se também eles indiferentes à realidade, que afinal dizem que só existe a opressora, porque as outras são o que a gente quiser...

Eles gostam de ménage-a-trois, a Moira gosta de ver o Herbert a foder outra mulher e não é estranho que o inverso também seja verdadeiro... 

Sou só eu e a minha circunstância

Andei por Roma à deriva, sentada na Piazza Navona,  a ler um bom livro, a pensar no que quero, nas pessoas que passam, como serão as suas vidas, um tédio sem sentido?, uma electricidade improdutiva, que sentimento mais negro o meu de não sentir nada ...

Nem a beleza me toca, acho que para a sentir é preciso um contexto, e se ele não existe, não sei como vai ser...


Ontem mandei-me para a cama do hotel e chorei, deste sentimento de estar só, só mentalmente, sem esperança...

Acariciei o meu corpo como remédio, as minhas mãos ... fizeram o seu trabalho.. para esquecer .... 

Em Roma sê romana mas não chores

Hoje alimentei-me aqui perto do hotel, com vista para a fontana de trevi, cheguei e instalei-me, tenho-me habituado a escolher o melhor, tenho tempo, tenho calma, já não me desperdiço com ilusões, pieguices e fraquezas, quando sinto o que a consciência me pede ....

É difícil viver plenamente, diria mesmo, quase impossível, experienciar tudo, fazer todas as escolhas, as certas e as erradas, percorrer todos os caminhos, ler todos os livros, conhecer todas as histórias ....


Sabe-me bem estar aqui a olhar para a fonte onde tantos deixam as suas promessas de futuro ... eu também o fiz e agora sinto-me ingénua ... e estúpida ...mas foi uma escolha ... estranho se a não tivesse feito .... o que teria acontecido .. estaria aqui agora?

Gostei da foda do Luís ontem ... também me soube bem .. assim tão desorganizada, em cima da hora ... tão desleixada ... espero bem que o amigo conte ao Tomás que me comeu ... gostou e como se diz no meu país ....chorou por mais ...

Que bom que o meu ex se mantém ativo

Apetece-me caralho e apetece-me Roma, sempre me dei bem com aquela cidade, posso vaguear, deixar que o calor me pese nos ombros e na respiração ..amanhã lá estarei ...

Podia ligar ao meu taxista, ao Lourenço, a um qualquer amigo mais ligado, a qualquer outro escravo, sorte a minha, almocei hoje com o Luís, não é meu amigo, é mais amigo do Tomás, ele tem-lhe carpido mágoas como um bebé ...

O Luís não é mesmo nada o meu tipo de homem, não me engraço com surfistas, naquele sentido de pessoa presa num mundo pequeno, há direitos, há pessoas em sofrimento, nem tudo é só sol, é preconceito meu com certeza ...


Mas preciso de caralhos ... e o Tomás com a sua pieguice, vem-mos fornecendo ... mal chegam sentem o cheiro ... de desejo ... que se junta ao deles ...

Foi mesmo no carro dele, quando anunciava o que o Tomás sentia, pus-lhe a mão no pénis, tirei as cuecas que trazia ... disse-lhe "vem, diz-lhe a ele que me fodeste ..."